segunda-feira, 21 de novembro de 2011
O PROJETO
PROJETO JUVENTUDE E BEBIDA: MISTURA SUICIDA
TEMA DO PROJETO
O ALCOOLISMO NA ADOLESCÊNCIA
Justificativa
- Resolvemos desenvolver esse projeto por causa do alto índice de alunos jovens e adolescentes da escola que ingerem bebida alcoólica.
Objetivo
O objetivo desse projeto é provocar uma reflexão e promover uma conscientização de jovens e adolescentes sobre os males do vício do alcoolismo, para tentar diminuir o uso de bebidas alcoólicas tão consumidas pela sociedade e tão prejudiciais aos usuários e aos seus familiares e próximos.
Conteúdos
Produção de textos, slides, depoimentos, levantamento de gráficos e dados estatísticos a partir de enquetes aplicadas, campanha nas ruas da cidade com entrega de panfletos educativos sobre os males do alcoolismo.
Disciplinas Envolvidas
- Língua Portuguesa (Produção de Textos, produção de slides e depoimentos);
- Sociologia (Análise de dados coletados nas enquetes/questionários);
- História (O alcoolismo através do tempo);
- Matemática (Elaboração de gráficos e dados estatísticos).
- Química (Análise do percentual de álcool permitido pelos bafômetros do DETRAN.
AS ETAPAS DO PROJETO
Inicialmente alguns professores perceberam a necessidade urgente de se conscientizar os alunos da escola sobre os danos psicológicos e físicos causados pela ingestão de bebida alcoólica. Essa urgência se deu após se perceber o grande número de alunos jovens e adolescentes que ingeriam bebida alcoólica nas festas e pontos de diversão da cidade, principalmente nos fins de semana.
A partir dessa alarmante constatação, a Profa. Maria José Nobre Almeida, de Língua Portuguesa, juntamente com os professores dos Labs. de Informática, Félix Mariano e Eronilson Martins, incentivaram-nos a desenvolver um projeto de conscientização com nossa Turma do 1º B - Manhã, por ser uma sala que apresentava alguns adolescentes que já ingeriam bebida alcoólica.
1. A Profa. Maria José, de Língua Portuguesa, fez toda a sensibilição para o problema através do texto "A História de Marcos", e depois fomos para o Laboratório de Informática para assistir a um documentário sobre a triste realidade do alcoolismo sobre as pessoas dependentes dele.
2. Depois foi feita a divisão da turma em nove equipes, para pesquisa, elaboração e apresentação de material (slides, vídeos, enquetes, gráficos) sobre o alcoolismo.
O tema para cada equipe foi:
1- O QUE É O ALCOOLISMO
2 - A HISTÓRIA DO ALCOOLISMO
3 - A DEPENDÊNCIA QUÍMICA DO ÁLCOOL
4 - O ALCOOLISMO E A VIOLÊNCIA
6 - O ALCOOLISMO E A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
7 - ALCOOLISMO NA ADOLESCÊNCIA
8 - ALCOOLISMO E SEXUALIDADE
9 - FORMAS DE TRATAMENTO PARA O VÍCIO DO ALCOOLISMO
3. Nós apresentamos os slides, vídeos e documentários nos Laboratórios de Informática para os próprios colegas e também para outras turmas da escola. Algumas equipes distribuíram cartões de mensagens ao final das apresentações, reforçando a necessidade de se evitar o primeiro gole de uma bebida alcoólica. Outras mensagens falavam da responsabilidade no trânsito, que não se deve dirigir quando alcoolizado.
Informamos que todos os slides que produzimos foram feitos no sistema Linux Educacional 2.4 e com os programas do pacote BrOffice.
4. Durante o andamento das atividades do projeto, outras Áreas de Conhecimento foram se incorporando. Então nós tivemos, dentro do projeto, aulas de
- HISTÓRIA (todo o histórico do alcoolismo desde o início da humanidade);
- SOCIOLOGIA (análise dos dados coletados nas enquetes aplicadas nas turmas da escola); - MATEMÁTICA (elaboração de gráficos e dados estatísticos dos questionários aplicados nas turmas da escola);
- QUÍMICA (análise do percentual de álcool permitido pelos bafômetros do DETRAN no Brasil).
5. Por último, nós confeccionamos panfletos sobre os problemas causados pelo alcoolismo, saímos da escola e fomos fazer um trabalho com a comunidade local, distribuindo panfletos no trânsito da cidade.
Recursos utilizados
Usamos Internet, câmera digital, livros, revistas, jornais, projetor multimídia, editores de textos, slides, vídeos, questionários e panfletos educativos.
Registro do processo
Todo o nosso trabalho está registrado em fotografias, depoimentos, slides e panfletos impressos.
Avaliação
A Avaliação desse projeto é contínua, através da análise do material produzido (slides, textos, panfleto), pelos depoimentos dos colegas e dos adolescentes abordados, e o trabalho nas blitz educativas.
Referências Bibliográficas
- Sites Wikipédia, Thinkquest
- Livro MORADA NOVA EM REVISTA. Dílson Pontes Chagas. ABC Editora, Fortaleza. 2001.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
TEXTO DE MOTIVAÇÃO - O ALCOOLISMO NA ADOLESCÊNCIA
A HISTÓRIA DE MARCOS
A preocupação no uso de drogas na adolescência é grande, mas não se pode dizer exatamente o mesmo a respeito do papel do álcool no universo de crianças e jovens brasileiros.
A história de Marcos, um garoto de 23 anos. Ele ingressou no curso de Direito aos 18 e, desde o início, demonstrou uma vontade enorme de entrar na área jurídica. Durante o primeiro ano de faculdade, alcançou excelente aproveitamento, conquistando o afeto e a admiração da maioria dos professores do curso. Foi a partir do segundo ano que as coisas começaram a se complicar. Marcos e seus amigos passaram a se encontrar diariamente depois das aulas em um dos bares próximos à faculdade e, sem que percebessem, esses encontros passaram a fazer parte de sua rotina. O que antes parecia algo natural para qualquer adolescente, se transformou em um hábito impossível de ser deixado, e a tolerância de marcos à bebida foi ficando cada dia maior. Ele passou a ter de ingerir quantidades cada vez maiores de álcool para sentir as mesmas sensações prazerosas do início. Assim, enquanto seus amigos foram gradativamente deixando de comparecer aos gostosos encontros, Marcos, ao contrário, passou a necessitar daquelas doses antes e depois das aulas e, com o tempo, começaram as dificuldades. As sensações de euforia, liberdade e coragem que antes motivavam a ingestão de bebidas desapareceram, restando apenas a tristeza, a depressão e a sensação de não poder mais fazer parte do seu antigo mundo. Suas notas baixaram, ele deixou de comparecer às aulas e sua vontade de crescer e desenvolver seus projetos foi substituída por uma apatia. Hoje, três anos depois, a turma de Marcos está para se formar. Ele, porém, não vai participar da festa. Magro, abatido e com problemas no fígado, está atrasado e desmotivado.
Muitos adolescentes como você podem pensar que são jovens demais para ouvir essa história ou que nada disso poderia acontecer, já que podemos ter controle sobre nossas próprias atitudes e desejos. Mas, segundo pesquisas, o uso abusivo de álcool por crianças e adolescentes de 12 a 18 anos vem crescendo, assim como a experimentação dessa substância está acontecendo cada vez mais cedo. Hoje, estima-se que a idade usual para o primeiro “drink” é 12 anos.O que podemos tirar dessa lição? Possivelmente, que a melhor saída para evitar fazer do álcool um inimigo é conhecer seus efeitos e os próprios limites em relação a seu uso.
A maioria das pessoas costuma acreditar que o álcool é um estimulante, já que bebemos para nos desinibir, ficar alegres e falar mais. Mas, na realidade, ele é um depressor do sistema nervoso central, afetando o julgamento, o nível de consciência, o autocontrole e a coordenação motora. Possui ação negativa em diversos órgãos, sendo as mais freqüentes gastrites, úlceras, hepatite, cirrose, diminuição da força muscular das pernas, doenças do coração e derrame e impotência sexual.
O importante é pensar que o álcool é uma substância capaz de nos proporcionar bem-estar e alegria, mas deve ser utilizado com consciência e responsabilidade. Ao contrário de Marcos, que não percebeu os riscos que corria, cada um de nós deve ficar atento para os próprios limites e, assim, continuar a viver da forma mais completa possível.
A história de Marcos, um garoto de 23 anos. Ele ingressou no curso de Direito aos 18 e, desde o início, demonstrou uma vontade enorme de entrar na área jurídica. Durante o primeiro ano de faculdade, alcançou excelente aproveitamento, conquistando o afeto e a admiração da maioria dos professores do curso. Foi a partir do segundo ano que as coisas começaram a se complicar. Marcos e seus amigos passaram a se encontrar diariamente depois das aulas em um dos bares próximos à faculdade e, sem que percebessem, esses encontros passaram a fazer parte de sua rotina. O que antes parecia algo natural para qualquer adolescente, se transformou em um hábito impossível de ser deixado, e a tolerância de marcos à bebida foi ficando cada dia maior. Ele passou a ter de ingerir quantidades cada vez maiores de álcool para sentir as mesmas sensações prazerosas do início. Assim, enquanto seus amigos foram gradativamente deixando de comparecer aos gostosos encontros, Marcos, ao contrário, passou a necessitar daquelas doses antes e depois das aulas e, com o tempo, começaram as dificuldades. As sensações de euforia, liberdade e coragem que antes motivavam a ingestão de bebidas desapareceram, restando apenas a tristeza, a depressão e a sensação de não poder mais fazer parte do seu antigo mundo. Suas notas baixaram, ele deixou de comparecer às aulas e sua vontade de crescer e desenvolver seus projetos foi substituída por uma apatia. Hoje, três anos depois, a turma de Marcos está para se formar. Ele, porém, não vai participar da festa. Magro, abatido e com problemas no fígado, está atrasado e desmotivado.
Muitos adolescentes como você podem pensar que são jovens demais para ouvir essa história ou que nada disso poderia acontecer, já que podemos ter controle sobre nossas próprias atitudes e desejos. Mas, segundo pesquisas, o uso abusivo de álcool por crianças e adolescentes de 12 a 18 anos vem crescendo, assim como a experimentação dessa substância está acontecendo cada vez mais cedo. Hoje, estima-se que a idade usual para o primeiro “drink” é 12 anos.O que podemos tirar dessa lição? Possivelmente, que a melhor saída para evitar fazer do álcool um inimigo é conhecer seus efeitos e os próprios limites em relação a seu uso.
A maioria das pessoas costuma acreditar que o álcool é um estimulante, já que bebemos para nos desinibir, ficar alegres e falar mais. Mas, na realidade, ele é um depressor do sistema nervoso central, afetando o julgamento, o nível de consciência, o autocontrole e a coordenação motora. Possui ação negativa em diversos órgãos, sendo as mais freqüentes gastrites, úlceras, hepatite, cirrose, diminuição da força muscular das pernas, doenças do coração e derrame e impotência sexual.
O importante é pensar que o álcool é uma substância capaz de nos proporcionar bem-estar e alegria, mas deve ser utilizado com consciência e responsabilidade. Ao contrário de Marcos, que não percebeu os riscos que corria, cada um de nós deve ficar atento para os próprios limites e, assim, continuar a viver da forma mais completa possível.
O ALCOOLISMO NA HISTÓRIA
De acordo com evidências arqueológicas, o ser humano consome bebidas alcoólicas desde a pré-história. Acredita-se que o homem do período neolítico consumia vinhos de frutas vermelhas em 6400 A.C. A descoberta do processo de destilação, no século XII, tornou possível a produção de bebidas com teor alcoólico mais alto que aquelas feitas somente por fermentação.
Ficando atrás somente da cafeína, o álcool é usado por mais pessoas e em quantidades maiores que qualquer outra substância. Serviu para diversos fins à medida em que as culturas e sociedades evoluíram ao longo dos anos. O uso do álcool foi difundido, ocasionalmente aceito, condenado e proibido, porém sem sucesso.
Estima-se que 70% dos estudantes americanos do último ano colegial consumiram algum tipo de bebida alcoólica ao menos uma vez no último mês, apesar de a idade legal para consumo de álcool variar entre 18 e 21 anos de idade nos Estados Unidos. Ainda que apenas 5 a 7% dos adolescentes sejam considerados alcoólatras, 19 a 20% podem ser classificados como "bebedores problemáticos". Esse grupo inclui aqueles adolescentes que ficam bêbados seis ou mais vezes por ano e/ou que sofrem conseqüências negativas como resultado de seu comportamento em relação à bebida pelo menos duas vezes por ano. Tais conseqüências podem incluir acidentes relacionados ao consumo de álcool ou problemas com a lei, com familiares, com amigos, com a escola ou com namorados. No passado, os homens tradicionalmente bebiam mais que as mulheres. Entretanto, a incidência de pessoas que bebem está se tornando mais igual entre os sexos.
O consumo de álcool é primariamente influenciado por atitudes desenvolvidas durante a infância e adolescência e, portanto, associadas a atitudes dos pais e comportamentos em relação à bebida dentro e fora de casa, influência de colegas e da sociedade e relacionamentos familiares.
Ficando atrás somente da cafeína, o álcool é usado por mais pessoas e em quantidades maiores que qualquer outra substância. Serviu para diversos fins à medida em que as culturas e sociedades evoluíram ao longo dos anos. O uso do álcool foi difundido, ocasionalmente aceito, condenado e proibido, porém sem sucesso.
Estima-se que 70% dos estudantes americanos do último ano colegial consumiram algum tipo de bebida alcoólica ao menos uma vez no último mês, apesar de a idade legal para consumo de álcool variar entre 18 e 21 anos de idade nos Estados Unidos. Ainda que apenas 5 a 7% dos adolescentes sejam considerados alcoólatras, 19 a 20% podem ser classificados como "bebedores problemáticos". Esse grupo inclui aqueles adolescentes que ficam bêbados seis ou mais vezes por ano e/ou que sofrem conseqüências negativas como resultado de seu comportamento em relação à bebida pelo menos duas vezes por ano. Tais conseqüências podem incluir acidentes relacionados ao consumo de álcool ou problemas com a lei, com familiares, com amigos, com a escola ou com namorados. No passado, os homens tradicionalmente bebiam mais que as mulheres. Entretanto, a incidência de pessoas que bebem está se tornando mais igual entre os sexos.
O consumo de álcool é primariamente influenciado por atitudes desenvolvidas durante a infância e adolescência e, portanto, associadas a atitudes dos pais e comportamentos em relação à bebida dentro e fora de casa, influência de colegas e da sociedade e relacionamentos familiares.
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